Feito doce para os vermes! O conto de um cadáver...
O capuz no rubro negro da noite, assustador se fez morte na noite silente na minha torpe tontura do medo que me veio aos pés fazendo-me em doce aos vermes quando este se fez monstro na escuridão dando o fim na minha desordenada caminhada rumo a uma velhice rompida pelo demônio do capuz aguçado e ferro cromado nas mãos caladas, cálidas e severas!
Sem palavras, apenas adormeci e subia-me no corpo o frio penetrava em meus pés e feito névoa em meu corpo que agora com as pálpebras entre abertas com o restante das forças desfalecida contemplava a fulga calma entre as sombras caladas da noite em calçadas e esquinas e assim cerraram-se...
Com a pólvora em minhas narinas, a boca do berro no meu rosto, o sussurro em meus ouvidos em gritos calados em lenços umedecidos do estampido e uma bala de caramelo com 9 mm atravessando meu macio crânio, meu corpo caia desmoronando
por imagens que minavam em minhas vistas já lacradas pelo sangue brotado nas ventas empastando pela terra sob meu nariz.
Há quem pode sobreviver aos métodos de Hitler e morrer nas mãos de um bispo?
Haja força para comover, movendo o intacto coração duro humano nascido por apodrecer em fezes férteis...
Sou fera, ferido, fugindo de mim mesmo escondido entre meus cabelos raspados e largados ao chão...
A alma canta... Parece cantarolar cantigas de ninar e minh'alma vai...
Feito doce chocolate lambuzando meus lábios fétidos de palavras ásperas enfadonhas, medonhas em bocas de bueiros eu socorri um dia que sucumbi em botas sete léguas no pântanos profundos onde mergulhava todos os meus desejos.
Desperdícios de nada ter, assim dividiram minha pobre loucura com o próprio eu fascinado pelo ego resplendor da minha imagem refletida num espelho sem fundo onde tudo caia e nada pairava em seu lugar. Parado, absurdo na minha surdes que nada ouvia os pedidos de socorro em agonia ao pedia para pular do degrau de cima sem esborrachar no solo da música de fundo onde o defunto bailava sobre minha face oculta em meus transversos, em versos enrustido de pobres cantigas por onde iniciei!!
Pequena casa de campo, saída de um sonho, num espanto, vermes malditos ebuliam da terra famintos pelo sangue de quem morreu. Ali brotou a árvore vermelha de flores azul-água com perfume acre-doce onde seus frutos caiam no chão e apodreciam o poder marginário de uma população de QI elevado à zero horas e meu corpo estendido estava sendo devorado pelos vermes. Moscas consumiam meus sangues onde deixavam suas larvas devoradoras do néctar ferroso coagulado e pássaros rapinas sobrevoavam minha carcaça enquanto outros devoravam minha carne abrindo buracos em minhas vísceras, outros já introduzidos ao ânus festejavam no meu interior, corvos disputavam o pênis ensangüentado por bicadas de famintos sem náuseas!
Ali fiquei aos quatro ventos, e parti deixando-me abandonado, onde arbustos escondiam o que ninguém queria ver!
-- Poeta Ludiro





